Rondônia, Brasil, sexta-feira, 28 de janeiro de 2022, às 20:05:50 - Email: [email protected] - Telefone: 69 9957-2377



Vem conhecer a série Cidade Invisível: cultura, beleza e mistério na telinha para você

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Está atolada de coisas para fazer, mas quer um bom motivo para continuar procrastinando? Que tal enrolar as tarefas com um pouco de cultura, prateleira? Eu te apresento hoje a série recém lançada pela Netflix: Cidade Invisível.

ALGUMAS INFORMAÇÕES INTERESSANTES

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Cidade Invisível teve seu primeiro episódio lançado no dia 05 de fevereiro (tem quase umas duas semanas), na plataforma da Netflix. Criada pelo nosso queridíssimo Carlos Saldanha (trazendo em sua lista de criações os filmes Rio e A Era do Gelo), a série foi baseada nas histórias de Raphael Draccon e Carolina Munhóz.

O intuito dos episódios é apresentar um pouco do folclore brasileiro, através de uns personagens conhecidos pela população (e outros nem tanto). Eu mesma, alguns nunca tinha ouvido falar – enquanto outros ameaçaram a minha infância traumaticamente.

Afinal, quem nunca teve medo da Dona Cuca?

SINOPSE

Eu não quero falar muito para não te dar um grande tapão de spoiler, mas o que posso dizer é que a história gira em torno do Detetive Eric (interpretado por Marcos Pigossi). Enquanto se envolve em uma investigação de assassinato, Eric termina entrando no mundo de personagens misteriosos e do suspense desenvolvido a partir das lendas brasileiras.

O QUE O PÚBLICO ESTÁ DIZENDO?

A opinião em geral é a mesma: a maioria gostou muito da série. Cidade Invisível faz algo que muita gente discute, que é incentivar a produção nacional com qualidade e originalidade. Transformar personagens mitológicos brasileiros em uma série de TV… é, dá conta sim do recado!

As imagens tem qualidade, o enredo traz mistério e um “gostinho de quero mais” que a gente sempre espera de um seriado. E vamos ser bem sinceros? O elenco não deixa nada, nadinha a desejar também. Alessandra Negrini, com seus 50 anos e aquela carinha? Minha coluna de 22 com aspecto de 87 chora, minhas queridas prateleiras.

(PS: alguém me diz que remédio ela está usando, porque acho que só estresse não está me ajudando!)

ALGUMAS LENDA DO FOLCLORE BRASILEIRO

Certo, se você é brasileiro sabe muito bem que nossos pais tinham uns personagens bem escabrosos para nos atormentar na infância. Dormir de barriga cheia, Deus me livre! Vai lá, besta, para a Pisadeira te sufocar à noite, vai… Conhecida por ser uma mulher muito magra, ela só espera mesmo tu dormir empanzinado subir na sua barriga e te sufocar (será se é ela o demônio da paralisia do sono? Prefiro nem saber…).

(Foto: Internet)

Para as crianças “malinas”? Um bom homem do saco, uma Dona Cuca já resolvia o problema… mas talvez causasse outro, já que a criança não dormiria de noite (falo por mim mesma). E para quem não passou esse trauma, a Dona Cuca era uma velha que poderia se transformar em uma feiticeira com cabeça de Jacaré. Sabe o que ela faz, segundo as lendas? Isso mesmo, meu amigo. A diaba sequestra crianças, para fazer eu prefiro não saber o quê.

Alô exploradores ambientais de todo o Brasilzão. Para caçadores e desmatadores, pode ser que tu encontres o Curupira por aí. Com a característica de ter os pés invertidos, o personagem faz com as pessoas que entram na mata se percam floresta adentro. Dizem que ele é meio “brabo”, então eu acho bom tomar cuidado se for dar uma de Cullen’s e ir caçar leões na montanha.

(Foto: Internet)

As moças bonitas que se salvem, porque não é só sereia que seduz. De origem indígena, a lenda do boto cor-de-rosa é um verdadeiro show de sedução: de acordo com as histórias, ele se transforma em um jovem charmoso e conquistador. Seu objetivo durante as luas cheias é encantar uma moça bonita, levando-a para o fundo dos rios. Eu hein…

E falando em sereia sedutora, a Iara também é do folclore brasileiro. Conhecida também como Uiara ou Mãe-d’água, ela vive no Rio Amazonas e cuida das águas e seus seres vivos. A lenda conta que a Iara é uma sereia linda, metade mulher que conquista pescadores e os leva para o fundo dos rios, matando-os afogados.

(Foto: Internet)

Fugindo um pouco dessa água toda, já que hoje não é sábado (dia de tomar banho), temos o Corpo-Seco. Je-o-vá. Para quem, assim como eu, se cagaria todinho se encontrasse esse ser na rua, saiba como identifica-lo: o corpo-seco é um ser morto-vivo com esqueleto ressecado que anda gritando, condenado por cometer um crime gravíssimo enquanto humano. Quer uma notícia ainda mais assustadora? Tem relatos dele aqui no Brasil, dá uma olhadinha nessa matéria aqui depois.

As histórias são muitas, não teria como enfiar todo mundo nesse texto. Para finalizar, vou falar sobre TALVEZ o mais usado para assustar a galerinha atribulada de 4 a 10 anos: o saci-pererê. Se você não conhece um amigo que tenha medo do personagem ou daqueles redemoinhos que levantam poeira, saiba que você deve ser esse amigo. Mas apesar do que se fala, o saci-pererê é característico por ser um menino de uma perna só que gosta de aprontar. Amarrar crinas de cavalo, pregar peças e aparecer do nada, a maior parte das histórias só o tratam como um menino travesso.

Bom, eu fico com essa versão menos ‘assustadora’ dele. Apesar de eu já me tremer todinha na base só de pensar em coisas sobrenaturais.

RETRATAR É PERPETUAR

(Foto: Internet)

Com o passar do tempo, estamos experimentando uma onda de coisas esquecidas, massacradas pelo fenômeno imediatista da Internet. É preciso entender que, com essa “digitalização” de lendas e mitos do folclore brasileiro, a cultura pode sim sobreviver e se adaptar à nova Era. As crianças de hoje em dia sentem uma dificuldade imensa em consumir conteúdos nacionais, e os adultos seguem pelo mesmo caminho pelo fato de hipervalorizarmos produtos estrangeiros (e isso não só nas telinhas).

Produzir um conteúdo original, cultural e moderno pode alcançar a dádiva de perpetuar nossa cultura. Incentivar adolescentes e jovens a conhecerem sua própria história. Nos maravilhar com quantos conteúdos podemos oferecer de nossas próprias terras.

A gente é phoda, prateleira. E se tem uma coisa de que as pessoas não podem reclamar quando o brasileiro tenta é de que somos totalmente originais e criativos nesse mundão de meu Deus, hein!?

TUDO QUE É BOM, DURA POUCO…

(Foto: Internet)

Por hoje, cambada, é isso aí! Gasta o fim de semana assistindo essa série ‘topster’ lá na Netflix (k k k k), ou se já assistiu manda tua opinião nos comentários que eu quero saber, tá bom?

Se você gostou já comenta aí embaixo, compartilha com aquele amigo, aquela amiga que vai curtir saber mais sobre a série Cidade Invisível ou as lendas brasileiras. Corre nas redes sociais para me seguir (@estante_visionaria para Instagramado, Facebook e Pinterest) e curte esse post, para eu saber se tá rolando nosso clima ou não?

Senti um “cheirim” de tinta hahahahahahaha.

 

FIQUE ABAIXO COM O TRAILER OFICIAL DA SÉRIE:

https://www.youtube.com/watch?v=GodwQKNXIYk

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