Reintegração de posse retira famílias de terreno na BR-364 - Folha de Vilhena
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Reintegração de posse retira famílias de terreno na BR-364

Abel Labajos fevereiro 2, 2017 0


(Foto: Jeferson Carlos/G1)

Aproximadamente 15 policiais militares e do Grupo de Operações Especiais (GOE) prestaram apoio ao cumprimento de uma reintegração de posse na manhã desta quinta-feira (2) em uma propriedade invadida que está localizada no Km 515, às margens da BR-364 em Ariquemes (RO), na região do Vale do Jamari. Conforme a defesa do proprietário do terreno, o processo de reintegração dos 20 hectares foi iniciado em 2008, quando o terreno começou a ser invadido.

Caminhões baús estavam no local para prestar auxílio aos moradores na retirada dos móveis de dentro das residências e realizar o transporte. Mesmo ocorrendo de forma pacífica, alguns moradores discordavam do ato.

A aposentada Pedrina Borges dos Santos, de 62 anos, disse que chegou na localidade há cerca de 10 anos e que mora na propriedade há quatro anos. “Desde que comecei a morar aqui, sempre cuidei das minhas plantações e dos meus animais no pedaço da área que ganhei para poder ficar. No início morava em um barraco, mas com um dinheiro de uma indenização por acidente consegui construir uma casa melhor”, relata.

Para a aposentada a ordem de sair da área seria uma covardia, pois ela não teria assinado nenhum termo, como outros moradores assinaram e se comprometeram a sair da propriedade.

“Todo o suor do meu trabalho está aqui na casa que construí, agora eu e outro morador não temos para onde ir e nem dinheiro suficiente para alugar uma casa. Chegou a vir alguém aqui e dizia que iria nos passar uma quantia em dinheiro para deixar a área, mas hoje quando chegaram para nos tirar, não cumpriram com o que disseram”, enfatiza.

De acordo com o advogado do proprietário da área, Edson Eli de Freitas, os possuidores da área fizeram um acordo judicial durante uma audiência com os respectivos procuradores para se retiraram do local. “Foi dado um prazo de dois anos para a desocupação, depois desse prazo nós concedemos via judicial mais um prazo de seis meses e mesmo assim eles continuaram ocupando os imóveis”, explica.

 

Fonte: G1

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