Folha de Vilhena – Escândalo da farra de diárias, furtos e morte de um servidor derrubam secretária

Escândalo da farra de diárias, furtos e morte de um servidor derrubam secretária

Editoria Jornal 23 de setembro de 2013 5

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Izabel de Fátima Luz, secretaria de estado da Educação esteve na Assembléia Legislativa de Rondônia, para dar explicações sobre fatos gravíssimos envolvendo àquela pasta.

O Deputado Hermínio Coelho, citou o caso do sumiço de 200 televisores, 46 computadores e centrais de ar-condicionado do almoxarifado da Seduc. Além disso, a relação entre a morte de um funcionário da Secretaria Estadual de Educação e o sumiço de materiais.

De acordo com o presidente da ALE, deputado Hermínio Coelho é preciso que haja imediatamente uma intervenção do Ministério Público Estadual, no sentido de acompanhar o inquérito policial que apura a morte do servidor Moisés Rodrigues Lima, fato ocorrido na noite do dia 15 de janeiro de 2013, quando uma equipe da Seduc, composta por quatro funcionários retornava para Porto Velho, no barco Nossa Senhora Aparecida, alugada para transportar materiais e mobiliários para uma escola estadual localizada no distrito de Nazaré. A morte do citado servidor ocorreu pouco antes da denúncia do desaparecimento de materiais do almoxarifado da Seduc.

Ainda de acordo com o deputado Hermínio Coelho, já transcorreu muito tempo do sumiço de televisores, computadores e outros equipamentos do almoxarifado da Seduc, e nenhum comunicado de esclarecimento foi feito pelo Governo Estadual. Os setores de Almoxarifado e Patrimônio estão localizados no bairro São Sebastião I em Porto Velho. A situação se agrava, devido à morte de um servidor logo após o sumiço destes materiais.

Esta semana mais um escândalo foi repassado à Assembléia Legislativa. Segundo informações, um lote completo de computadores que seria destinado às escolas da rede pública estadual e que era transportado por um caminhão, também sumiu.

O deputado disse que enquanto a secretária vem agindo com arrogância com os políticos e com truculência no tratamento com subordinados, a bandalheira ocorre nos bastidores da Seduc, pois estes equipamentos furtados eram para serem repassados às escolas públicas estaduais para equipar as salas de aula. Segundo ele, o festival de incompetência é espetacular e citou o caso de uma escola modelo de Guajará-Mirim, que sofre com os desmandos da secretária Izabel Luz. Quando chove a escola sofre enchente, além disso, faltam mesas, cadeiras, merenda escolar e até livros. Os alunos sofrem com o calor e assistem aulas no pátio.

Hermínio Coelho diz ainda ser preciso que a secretária estadual de Educação, Izabel Luz esclareça sobre o escândalo das diárias, desde a época em que ocupava o cargo de diretora Financeira da Seduc.

SERVIDOR DA SEDUC “FOI EMPURRADO NO RIO MADEIRA”

 

O servidor público Moisés Lima morreu no dia 15 de janeiro durante viagem ao Distrito de Nazaré, onde entregaria equipamentos a escolas públicas mantidas pelo estado. Era mais um entre tantos deslocamentos que ele fazia com o mesmo objetivo. Foi o último, com desfecho trágico para o rapaz de 39 anos que conhecia toda a movimentação de entrada e saída de materiais no setor onde era lotado, o almoxarifado da Secretaria Estadual de Educação. Há alguns meses, o Governo de Rondônia vem sendo cobrado a se explicar sobre o roubo de equipamentos eletrônicos, dentre eles TV´s de Led, computadores e centrais de ar condicionado, que saíram misteriosamente de dentro da Seduc. Todos os aparelhos deveriam servir às escolas públicas já a partir deste ano e foram adquiridos por R$ 1 milhão, frutos de convênio com o Ministério da Educação.

A versão de afogamento está mantida pelos investigadores e delegado que apuram o caso, no 1º Distrito Policial. Aliás, a Segurança Pública de Rondônia mantém a linha de investigação que aponta a seguinte versão: o rapaz teve um mal súbito antes de perder o equilíbrio e cair nas águas. Familiares de Moisés, no entanto, se apóiam no testemunho de um dos passageiros, que teria visto Moisés ser empurrado do barco. Havia tripulantes e vários funcionários da Secretaria de Educação. Cleiton é o primeiro nome da testemunha, que estaria sofrendo ameaças de morte, segundo conta a viúva, dona Maria Selma. A família tem garantias do secretário Marcelo Bessa (Defesa e Segurança Pública) de que o caso passará a ser investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios. “Ele nos prometeu isso”, diz a viúva.

“Foi queima de arquivo. Nós não temos dúvidas”, afirma o irmão da vítima, João Paulo Lima. Ele conta que a testemunha do possível assassinato reconheceu a pessoa, um tripulante, que teria empurrado Moisés no rio. Maria Selma nega que o marido estivesse envolvido no esquema que, de acordo com a polícia, envolve cerca de 21 trabalhadores do Estado e até vigilantes de uma empresa particular.

“Vejam como nós vivemos. Somos pobres e só queremos o que é nosso. Meu marido era um homem honrado”, afirmou. Selma diz não ter apoio do Estado e faz um alerta grave: “se botarem culpa no morto (marido dela) eu vou contar tudo que sei”. Questionada sobre o que ela sabe, Selma foi enfática: fui na casa de funcionários da Seduc que tem até central de ar no banheiro”.

A mãe de Moisés, dona Ambrosina Lima, disse que o filho estava de férias e não queria viajar naquele dia. “Ele me disse que não queria ir, pois não sabe nadar. Mas ele tinha superiores muito autoritários. Meu filho saiu animado, saudável, e não voltou mais com vida. Irei às últimas consequências, mas esses bandidos vão pagar pelo que fizeram”.

O irmão de Moisés diz que apenas a testemunha da família foi ouvida. Há sete pessoas que, segundo ele, moram em Nazaré e têm muito a dizer à polícia, mas ainda não foram chamadas a depor. “Me estranha muito que o inquérito tenha sido concluído com a tese de afogamento. Isso não é coisa de gente séria. Não vamos descansar enquanto não houver justiça”, disse ele.

O telefone celular de Moisés, que agora está em poder da esposa, estaria grampeado, segundo suspeita a família. Eles participaram, dias atrás, da passeata que pede paz em Porto Velho, organizada por parentes de vítimas da impunidade. “A morte do meu filho é mais um crime que ainda não está esclarecida. Não acreditem nessa história de afogamento. Isso é um absurdo”, finalizou dona Ambrosina.

5 Comentários »

  1. Servidor 23 de setembro de 2013 at 11:28 - Reply

    Já vai tarde, nunca vi tanta demora e burocracia no trato da coisa pública dentro da SEDUC.

  2. Servidor 24 de setembro de 2013 at 9:54 - Reply

    O que me falaram é que ele se ofereceu para viajar, pois queria pagar o aniversário de 15 anos da sua filha, e outra coisa, ele levou bebida para o barco e passou a noite bebendo, ficou bebado e dormiu na proa, sozinho

  3. Flavio R Lima 25 de setembro de 2013 at 9:19 - Reply

    Os furtos astronômicos praticados por uma quadrilha têm relação de causa e efeito com a morte de Moisés.
    Muitas coincidências, indícios, fatos novos por nós já foram demonstrados:
    1) Moisés estava de férias;
    2) Os materiais foram deixados no barco por sete dias no porto do Cai N’água sem vigilância alguma (07 a 14/01/2013). Algumas semanas depois, o próprio Diretor dos Almoxarifados foi ao 1 DP e registrou ocorrência de “extravio” de centenas de televisores, de dezenas de centrais de ar e notebooks;
    3) O diretor do almoxarifado fez questão de convocar Moisés para a viagem de trabalho, mesmo sabendo que ele não queria ir poque não sabia nadar;
    4) O diretor do almoxarifado emprestou até dinheiro para a manutenção da alimentação dos servidores;
    5) Levantamentos no médio e baixo madeira, desde o suposto local dos fatos até Nazaré, nos mostraram diversas contradições;
    6) Sugerimos que fossem feitos levantamentos dos bens de cada um dos servidores dos almoxarifados, com vistas a verificar a compatibilidade com os salários dos mesmos; quebra de sigilos bancário e telefônicos; reconstituição dos fatos e linha do tempo de viagem;
    7) Identificamos, localizamos e apresentamos na 1 Delegacia de Polícia Civil uma testemunha que estava dentro do barco, um dos tripulantes que burlou a fiscalização da Marinha, o qual declarou que ocorreu uma briga dentro do barco e moisés foi jogado na água pelo Prático;
    8) Identificamos, localizamos e apresentamos três tripulantes clandestinos que estavam no barco no dia dos fatos;
    9) Identificamos, localizamos cinco testemunhas em Nazaré, bem como, realizamos duas viagens com o Delegado Paulo Kakiones, o Escrivão Orlando, e o Condutor Oficial de Viatura J. César, para que a Autoridade Policial procedesse a oitiva desses moradores que viram e reconheceram os três tripulantes clandestinos no barco Nossa Senhora Aparecida;
    10) Confeccionamos e apresentamos relatórios das diligências realizadas em São Miguel, Silveirinha, Mutuns, Cujubim, Ilhas, Riachuelo, São Carlos, Tira-fogo, Papagaios, Terra Caída e Nazaré; ao Delegado Titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil.
    Por esses motivos, acreditamos que a partir de agora o caso possa tomar um rumo diferente, uma vez que o próprio Delegado Paulo Kakiones vislumbra indícios de que a morte do servidor não foi decorrente de suicídio ou acidente. Desta forma, esperamos que as investigações caminhem para a comprovação de queima de arquivo, resultando na responsabilização dos culpados pela morte do servidor Moisés Rodrigues Lima.

  4. Flavio R Lima 25 de setembro de 2013 at 9:24 - Reply

    Há um ditado popular que diz que a “mentira tem perna curta”, simplesmente porque muitas pessoas estão na contra mão da verdade.
    À luz da humanidade cristã e do catolicismo, o livro da verdade nos ensina que:
    “Nenhuma mentira vem da verdade. Todos que se levantarem contra ti, com mentiras e traições e estando você com a verdade, serão confundidos e envergonhados. Não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba.
    Eis que desejas que a verdade esteja no íntimo; faz-me, pois, conhecer a sabedoria no secreto da minha alma. Salmos 51:6; Lábios justos são o prazer dos reis; e eles amam aquele que fala coisas retas.; O que repreende a um homem achará depois mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua. Provérbios, 16:13-28:23; Malho, e espada, e flecha aguda é o homem que levanta falso testemunho contra o seu próximo.” Provérbios 25:18).
    Muitas pessoas querem levar vantagens em tudo na vida, não se importando de que forma vão adquirir e ostentar riquezas e, muitas das vezes, aparentar o que não são, “se dar bem”. Passam por cima de todos os princípios, inclusive, os cristãos. Um paradoxo. Muitas pessoas que praticam o mal se camuflam religiosamente, deixando aflorar a desonestidade para com o próximo. Muitas pessoas são invejosas, falsas, maldosas, desonestas, maquiavélicas, desidiosas, traiçoeiras e mentirosas. Muitas dessas pessoas, às vezes, estão próximas de nós.
    Trazendo todos esses ensinamentos para o caso concreto da morte de Moisés, eu diria que todos os tripulantes que estavam na viagem, dentro do barco, no fatídico dia dos fatos, ainda têm tempo para falar a verdade, nominando quais foram as pessoas que mataram Moisés e declinando a forma como o seu corpo foi ocultado.

  5. Flavio R Lima 25 de setembro de 2013 at 10:38 - Reply

    RETALHOS DOS DESMANDOS NA SEDUC.
    Combatendo o bom combate!

    “Como se já não bastasse o tanto que este governo patina para colocar na prática as suas promessas de campanha e fazer valer os direitos garantidos pelo PCCR dos servidores da educação, chega à denúncia que a equipe da secretária Isabel Luz continua a cometer absurdos na Seduc que ferem a Lei nº 8.429 (de improbidade administrativa) em vários artigos.
    O calcanhar de Aquiles continua a ser o pantanoso território do almoxarifado da Seduc. O setor é um dos locais onde mais têm ocorrido desmandos. Primeiro, foi o desaparecimento (morte) do servidor da Seduc, Moisés Rodrigues, desaparecido nas águas do rio madeira durante viagem a serviço. O desfecho do inquérito policial até hoje deixa inconformada a família do trabalhador, que continua a denunciar que no caso houve sim queima de arquivo, pois o servidor seria uma testemunha em potencial da roubalheira instalada naquele almoxarifado.
    Depois o grande mistério do “sumiço” de 200 televisores, 46 notebooks e 3 centrais de ar de 36 mil BTU’s do patrimônio da Secretaria Estadual de Educação. É espantosa a quantidade de equipamentos roubados e até o presente momento nada de concreto foi resolvido deste caso. A única certeza quem teve foi à empresa Rocha Segurança e Vigilância Ltda ( do ex-senador Expedito Jr.) que fez tornar sem efeito, por via judicial, a retenção dos valores referentes aos equipamentos furtados.
    A Seduc havia afirmado em nota que em nada o erário público seria prejudicado, mas na prática, os desmandos cometidos por lá, só neste caso, passam da casa de Hum Milhão de Reais de prejuízo. As escolas de Rondônia estão sofrendo mais este calote, pois os equipamentos eram para ser entregues a elas, no entanto estavam estocados no almoxarifado, sem tombamento e sem utilidade alguma, servindo somente para serem roubados.
    Até o dia 04/06/2013, todo o patrimônio da Seduc, ano de exercício de 2012 e primeiro trimestre de 2013, estava em aberto e não se tinha controle de nada que foi comprado e deveria pertencer às escolas rondonienses. Nada foi cadastrado no Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios – SIAFEM – um sistema baseado no Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal (Siafi), preparado para atender os estados e municípios. O sistema tem como base a Lei Federal n. º 4.320.
    Cabe ao Ministério Público e Assembleia Legislativa fazerem as perguntas que não querem calar: Como está o patrimônio da educação? Quantas escolas receberam materiais e equipamentos? Pelo que se percebe, os 200 televisores, computadores, centrais de ar e por ai vai, são somente a ponta de um grande “iceberg” que esta afundando o nave louca que é o governo de Confúcio Moura e sua irresponsável e incompetente secretária de educação.
    Foi feita denuncia que um lote completo de computadores que seria destinado às escolas da rede pública estadual e que era transportado por um caminhão, também sumiu. A secretária da Seduc afirmou ser mentira este fato quando esteve sendo ouvida pelos deputados estaduais. Pelo visto, fez mais uma cortina de fumaça, pois não se tem controle real do patrimônio que deveria equipar as salas de aulas e as escolas rondonienses. O que ocorre nos bastidores da Seduc, ninguém sabe ao certo.
    Por muito menos, em governos sérios, a cabeça gestora destes desmandos já teria sido colocada no olho da rua, incluindo seus asseclas. Mas, nada acontece. Porque será? A Seduc é um espaço público, é do povo, dos seus servidores, dos alunos e das famílias rondonienses. O que lá acontece é sim de interesse público. As razões e motivos destes desmandos e os motivos deste festival de incompetência que atinge a maior secretaria do governo, todos precisam saber. Este espetáculo de horrores, que somente tende a arrebentar no lado dos mais fracos, precisa acabar.”
    Fonte:O Combatente Rondônia.

    As cabeças gestoras, os corruptos, os ímprobos, os ladrões e os assassinos já deveriam estar presos, há algum tempo. Mas, estamos no Brasil.
    E … “assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade”… como diria o poeta

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